terça-feira, 30 de março de 2010

Que ódio



Eu vou me matar. Sério!
Depois de mil anos arrumando isso aqui por que Vini me pediu para fazer alguma coisa bonitinha para ele. Cá estou percebendo que cortei o pescoço dele na foto.


É ou não é pra chorar?
Beijos, vou ali me suicidar. :*

segunda-feira, 29 de março de 2010

Efeito borboleta

Mandei tudo à merda! Não pense que pode vir me dizendo o que devo fazer e eu vou abaixar a cabeça para você como se tivesse sentimentos de pessoa sem alma. Estou no meu canto, estou parada esperando, mas isso não quer dizer que eu não tenha tomado decisão alguma. Meu silêncio diz precisamente que eu tomei a decisão de me calar. Estou aqui espreitando o meu futuro e, na borda da minha própria vida, afogo os pés no lago dos meus acontecimentos. Sim, te mandei à merda por que hoje quero ser lago. Nem correnteza forte de rio, nem ondas grandes de mar. Quero serenidade por hoje, por favor. Embala para viagem, obrigada. E você? Ah, você eu resolvo depois. Assim que tomar a decisão de decidir. Por hoje eu só quero jogar, da beirada, uma pedrinha e criar ondas em mim. Pequenas ondas. Ondas maiores. Sem o seu aval, sem a sua permissão. Não quero que me deixe só, só quero que me deixe em paz.

domingo, 28 de março de 2010

Intensa

Sou meio como o céu que não dá pra ver do início ao fim nem que esteja claro. Eu sou tão inteira apesar das minhas metades absurdas. Mesmo tentando me ver só de perfil, enxergo o outro lado no espelho. Mesmo me segurando em intensidade, eu falo que amo, eu conto o que senti, eu exagero na saudade. Sou exagerada em tudo. Não adianta o médico me mandar ir devagar. Devagar é a palavra mais bonita e hipócrita em que consigo pensar. Tão engraçadinha em sua moldura de paciência. Já eu, impaciente que sou, vou fazendo planos aos montes. Vou cansando de esperar por tudo e gritando minhas loucuras, minhas verdades, meus planos, minhas saudades. Paro só por alguns segundos para olhar o céu e dizer para mim mesma que eu não preciso vê-lo do início ao fim. Talvez as nuvens bastem.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Sete Dias

E lá estava eu, ontem, voltando pra casa depois de ser assaltada no salão de beleza e pensando comigo que eu fico mais bonita quando você está para chegar. O homem veio, levou o celular que demorei três meses pra conseguir e eu continuava feliz e rindo de alguma coisa. Não me pergunte o que. Eu, de sorriso na cara com você vindo, sou muito mais bonita do que eu, de maquiagem na cara com você indo. As coisas são mais alegres ao meu redor e eu nem faço nada por isso. Vou só saltitando em nuvens. Escolho roupas que me deixam melhor, arrumo o cabelo de um jeito mais simpático, uso aqueles óculos que ficaram guardados tanto tempo e me demoro mais passando hidratante nas pernas, nos braços, me alisando a alma por que ela será em breve beijada pela sua presença. Fico com um brilho enigmático nos olhos por que você está para ser visto por eles. Tenho um sorriso de canto escondido que se mostra depois de uma piada sem graça, um acontecimento bobo e um assalto. Sim, quando você vem vindo eu rio de assaltos. Rio de nervoso, rio de bobeira, rio por nada. Rio e sou mar. Ah, as coisas são tão mais lindas quando você está. E é só saber que está perto de você chegar que as cores vêm vindo, se encaixando, entrando pelos poros de tudo que me cerca. É tudo completamente colorido agora. Por que você vem. Até as pessoas são mais interessantes por que me lembram você. São só mais alguns dias e eu vou te abraçar. Escrevi isso e sorri. Sorrio... Um pouco rio que deságua no seu mar.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Eu "entre parênteses"

Hoje resolvi lhe chamar de espelho
e dizer tudo o que sempre quis dizer pra mim.
Para além de questionamentos sobre a geminidade de nossas pessoas
vejo o meu reflexo em seus atos e passos outros.
Assim como,no espelho,meu coração bate do lado direito
e lá passo a ser canhota,
vejo, no seu, o meu rosto.
E, no centro do meu côncavo, você é minha imagem
real, invertida e igual ao objeto
Saindo do limite de total semelhança
E dentro dos limites do contraditório.

Eu navego no céu das musas, mas meu barco se destroça nas ondas das suas palavras.
E nessa história tenho orgulho de ser como Narciso, me amando tanto a ponto de beijar meu próprio reflexo na água e morrer afogada, só por amor.

Para a mais sublime extensão do meu eu, que me faz entender plenamente a frase: 'Sou mais eu, pq sou vc'!

Por: Coxise [ http://coxisecarneiro.blogspot.com/ ]

Uma tentativa inspirada.

Eu (por dentro) estou quieta (hoje)
Eu (cansada) sou triste (sempre)
Eu (sem conhecer) fico calada (quando quero)
Eu (pela manhã) não sinto fome (nunca)
Eu (simples) não sou eu (às vezes)
Eu (depois de tanto) estou meio você (perceba)

Tudo que me resta

Entrei no quarto derrubando remédios escrivaninha abaixo. Gritei o mais alto que pude sem me importar com a vizinhança que dormia. Como alguém conseguia dormir sabendo que outro alguém, bem ao lado, apodrecia? Dentro borbulhando infinitas ondas de lava quente. Devastando tudo, derrubando tudo, não há mais nada agora que não seja cinza. São pó. São cinzas num punhado. Amontoado de coisa que um dia foram vivas, um dia foram úteis, um dia respiraram. Agora é só isso. Só dor. Me encolhi no chão, juntei as pernas num abraço meu, sem largar pedaço algum fora do conjunto. Gritei outra vez e não ouvi som. Coração. Batendo além do que deveria, ecoando mais forte do que eu podia, tudo por dentro doía. Coração. Não queimou junto com tudo que a lava dissipou. Pensei comigo, será que se recomeça do zero quando se começa do amor?