sábado, 5 de fevereiro de 2011

"Respirar amor, aspirando liberdade."

Eu quero me deixar viver. Mais de mim para mim mesma e quando eu estiver cansada, outro gole de Carla que me absorva em todas as novidades que a vida me traz. Pensei que ia ficar mal sem ele, mas estou é reavendo os meus pedaços. Pensei que tinha me perdido para sempre, mas acabei de me encontrar na esquina lá de casa. Não há muito o que dizer, a música dele acabou para mim e agora a minha voltou a tocar bem alto. Nada de alguém que tire a minha melodia, quero duas vozes cantando juntas agora. Quero alguém para mais. Aliás, quero eu. Só eu por enquanto.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Quando fui chuva

"Nada do que fui me veste agora. Sou toda gota, que escorre livre pelo rosto e só sossega quando encontra a tua boca." - Maria Gadú

Não gosto muito dela, mas o trecho é lindo e só verdade.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Contos de uma amiga

Querida amiga,

Está doendo tanto ser rejeitada desse jeito... Além de toda a indiferença, isso dói tanto. Não sei nem dizer o quanto, sério. Não é nem o fato de que ele vai ser de outra pessoa, de que não vamos ter os filhos que eu sonhei, de que não vai ser ele me esperando lá na frente da igreja quando eu entrar com meu All Star. Veja bem, não estou nem me arrependendo pelos amigos que deixei pelo caminho, pelas festas que não fui, pelo show que furei, pelas vezes que já chorei por causa dele. Eu só lamento ter amado com tanta força e isso tudo ter morrido antes de chegar nele e voltar para mim. Lamento ter desperdiçado tanto tempo cultivando amor enquanto ele cultivava a indiferença que o esfria. Nunca pensei que fosse conhecer esse lado dele, mas já conheço há bastante tempo, não é? Eu sei que sim... E estou me sentindo tão pequenininha agora, tão pequena sem meus sonhos com ele, sem minhas certezas. Até a esperança me abandonando devagar e, quando ela morre, amiga, nada mais existe. O mais triste de tudo não é a morte de nós dois. É a morte do amor que eu construí e cuidei... Sozinha.
Enfim, que venham as outras músicas ou que o volume dessa aumente.
 
 
Após colocar o dedo na garganta, sua melhor amiga.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Abraço mudo

Os dias passaram e as coisas foram acontecendo em ordem decrescente. Bolas de neve entrando em nossa casa. Aqui dentro tem feito tanto frio, meu querido. E as coisas acumuladas que tiraram tantos pedaços de nós dois, as faltas e os nao-ser intermináveis que me prenderam o fôlego por mais segundos do que eu podia suportar. Mas suportei. Estou aqui ainda com todo o meu amor do início, com toda a paixão que já tive, só um pouco mais cansada, um pouco menos intensa. A anestesia que era sua passou às minhas mãos e estou usando dessa droga para esquecer também. Minha loucura cansou-se em tanta lucidez sem sentido. É só o silêncio nos abraçando e, mesmo desse jeito bizarro, depois de tanto tempo é a primeira vez em que te sinto junto de mim outra vez. Presos no nosso silêncio. Estou sem palavras agora. Estou sem som nenhum. É como se a música que eu escutava estivesse terminando lentamente e fosse ficando cada vez mais baixa... É torturante, mas, mesmo que eu tente, não consigo mais escutar nada.

"A saudade fará mais por nós dois que nosso amor e sua desajeitada e irrefletida permanência." - Martha Medeiros

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Adivinha?

Novidades, novidades, novidades. Esse ano muda tudo e eu estou que não me aguento com a impolgação. Cuidar de crianças, arrumar as coisas do intercâmbio, faculdade começando e eu passei em décimo lugar, acredita? Minha prova foi horrível e a redação foi quase a pior da minha vida, mas se fossem apenas dez vagas eu teria conseguido. Estranho. Mas estou feliz, claro. Muita coisa legal acontecendo, aproximação com Deus, meu namoro fluindo, minhas amizades - as importantes - crescendo e tudo o mais se encaixando perfeitamente. Ah, acho que estou feliz hoje. A sensação é quase estranha. É, para ser sincera eu estou bem de verdade. Obrigada por perguntar.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Covardia da louca

Silêncio. A felicidade da minha vida - aquela que não estou vivendo. - é a música que toca do lado de fora. Observo com as janelas da minha alma e sorrio por dentro. Não tenho tido muita coragem ultimamente. Não como você pensa que eu tenho. Acha que ser corajosa é me jogar de cabeça nessa loucura, sentir o impacto se aproximar e não se segurar em lugar nenhum por que cair é uma delícia? Não sei. A sensação de espatifar é ruim e eu venho me espatifando quase todos os dias há quase todos os meses depois de tudo. Me sinto, em resumo, humilhada, esquecida, desesperada, um pouco deprimida e principalmente cansada. Só não tenho forças para parar o trem que se aproxima, o trilho que me anima de vez em quando e me espreme em tantos outros. Não tenho disposição nenhuma para lutar contra todo o sofrimento que se acumula por que tenho medo de sofrer a mega sena acumulada da dor que virá depois. Seguirei sofrendo aos pouquinhos. Dia após dia, mês após mês, até que o prêmio seja meu. Aí, quem sabe, não terei mais razão nenhuma para chorar por você já que sei que você nunca choraria por mim. Não mais.

"Melhor sofrer por um erro dele que por um acerto meu." - Patrícia Massa.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Não faz sentido, mas explica tudo

E onde a minha cabeça deita hoje quando o meu travesseiro só quer sonhar você? Sua voz dizendo que não é bem assim entra por um ouvido e sai pelo outro, chacoalha em minha cabeça e ecoa lá no fundo dessa alma já inquieta. Que os outros escutem suas respostas e interpretem, mastiguem, arranquem de cada afirmação sua uma verdade oculta. Eu já cansei de fazê-lo. Agora quero só entender o que você estiver disposto a explicar, quero só ver o que você estiver com vontade de mostrar e só vou amar... Repito o mais alto que alguém puder escutar: Só vou amar o tanto exato que você desejar me amar. Os excedentes eu corto fora e deixo para aqueles com grandes dons expeculativos a perspicácia de adivinhar. Por hoje eu fico com a paz que sua falta de paixão me dá. Isso explica tudo apesar de fazer com que nada mais tenha sentido. Estranho, eu sei. Mas agora entendi o porquê de tanta indiferença e fiquei confusa quanto ao fato de ainda me querer por perto. Eu, em seu lugar, teria saído por aí louca, desesperada já, tentando encontrar em outra pessoa aquilo que não posso mais te oferecer. Se não sente nada, pode desligar a anestesia, eu parei de tentar entender - e já faz quatro dias.

"Pois sobrou o que sobra dos corações abandonados. A carência. A saudade. A mágoa. Um quase desespero, uma espécie de avião em queda que a gente sabe que vai se estabilizar, só não sabe se vai ser antes ou depois de se chocar com o solo." - Martha Medeiros