segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Vendada


Meu Deus! Alguém tira essa cara de felicidade do meu rosto, alguém devolva o sépia, preto e branco, os tons de cinza às cores que hoje se fazem vibrantes à minha frente. Meus olhos estão deliberadamente ofuscados. nublados... E, ainda assim, as coisas são mais vivas ao meu redor. Vibração interna, externa... Percebo a vida passear no espaço-tempo com a sua roupa mais bonita. Enxergo-a com olhos apaixonados e, por favor, alguém tira esse bobo do meu sorriso? Poucos medos fazem tanto medo.. Poucos erros fazem tantos acertos. Não existe alguém assim e, se existe, por que meu? Não.. não meu. Pra mim! Bem, talvez não seja tudo isso. (quem sabe?) Talvez é apenas aquela mesma camada de perfeição que venda os olhos de qualquer apaixonado. E apaixonada vou... Relendo textos, lembrando uma voz, fantasiando sensações, falando bobagens e rindo (como nunca) de piadas particulares. Flutuo, planando, futuro chegando.. vôo! Só meu e de mais ninguém. Meu e dele... Como se fôssemos um. Tão fácil que parece quase mentira.


"É agora que quero dividir maças, achar o fim do arco-íris, pisar sobre estrelas e acordar serena." - Caio F. Abreu

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Tão meu...


Eu o conheci num dos piores momentos da minha vida e fiz dele um suporte em situações nas quais não conseguia lidar comigo mesma e meus medos. Espremi ao máximo as capacidades dele e o fiz me escutar, me entender e me ajudar quando mais ninguém seria suficiente.
Abri meu coração pra ele, mas deixei apenas que desse uma boa olhada e me avisasse o que precisava de reparos.
Ele nunca teve permissão pra entrar.
Nunca teve o direito de se enfiar em minha vida e trazer ainda mais sentimentos conflitantes, então ele não o fez.
Ficou do lado de fora observando o movimento dos pedreiros enquanto ele mesmo organizava a reconstrução dos meus muros. Me ajudou a levantar parede por parede da minha fortaleza interior e, quando a casa estava finalmente pronta - e meus muros, imponentes, me cercavam de proteção. - não podia mais vê-lo do outro lado da rua.
Eu não precisava mais dele então, pra mim, nossa história acabara ali.
Ele nunca teve permissão pra entrar.
E nesse meio tempo, nesse contratempo, nesse compasso, conheci outro laço, me envolvi em outro abraço.
Às vezes, confesso, pensava nele, agradecida, quando me via sozinha. Era raro, fiz outras amigas. Novas pessoas surgiram pra limpar a casa junto comigo.
Enquanto arrumava as coisas dentro de mim, o percebi em cada sala, corredor, parede. A simples existência da minha casa outra vez lembrava ele.
Lembrava a alegria que ele teve em me ajudar, lembrava a falta de barulho dele ao me ver ir embora sem acenar, sem olhar pra trás, sem me importar.
Tudo me trazia ele.
Os móveis, as cores, os cômodos da minha fortaleza reestruturada eram traços do rosto dele, do riso dele, do jeito dele.
Mas ele nunca teve permissão pra entrar.
Não viu o que eu tinha por dentro enquanto as coisas estavam arrumadas, mas então uma tempestade, quase tão assustadora quanto a primeira, veio levar o meu telhado e um dos muros.
Eu sentei sozinha na varanda destruída e, ao me sentir vazia, levantei os olhos pra examinar calmamente o lugar onde o tinha visto pela última vez.
Então, como se estivesse parado ali, me esperando durante todo esse tempo, ele me acenou sorrindo.
Eu estiquei as pernas, enxuguei as lágrimas, acenei de volta e, silenciosamente, gritei por ajuda. E ele veio.
Demorou pra me ajudar a consertar os estragos, mas fez tudo outra vez com o mesmo sorriso e, desta feita, eu o mantive na varanda pra uma conversa de amigos. Um bolinho, um chá. Havia tantas coisas que eu queria contar...
Ele me escutou, comentou e riu comigo até eu avisar que era hora de ir e entrar em casa sem o convidar.
Dessa vez ele parou à porta e, olhando calmamente em meus olhos, não me deixou fechar.
Entrou de fininho, jogou as coisas no sofá e foi ficando. Eu fui gostando, mas tudo bem.
Sempre fui mais ele do que qualquer outro cara que convidei a ficar. Sempre lembrei mais dele e sempre sorri mais por ele. Apenas nunca senti merecer sua presença em minha casa e, por isso:
Ele nunca teve permissão pra entrar.
Até que um dia trouxe as coisas e passou a morar lá. Dentro da minha casa, minha fortaleza, meu coração. Pra estar em meus pensamentos ele nunca pediu minha permissão.

"Por isso, preste atenção nos sinais - não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: O Amor." - Drummond

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Memory



Então .. Hoje eu senti falta dele. Uma falta estranha que há muito eu não sentia... Como se ele fosse uma ferida mal cicatrizada que "ainda lateja louca nos dias de chuva". Senti falta do jeito infantil que ele falava comigo, das brincadeiras bobas, dos contatos suaves, das músicas que mandava. Me aperta uma saudade sufocante até das nossas brigas idiotas. Penso nelas como uma necessidade pra que a reconciliação fosse ainda mais forte. Estou angustiada agora. Quando imaginei ter me limpado de toda a podridão desse sentimento machucado, quando pensei ter jogado fora todos os cacos do pedaço de coração que ele me devolveu... Aqui estou eu, sentindo outra vez. E sentindo muito, e sentindo saudade. Da risada dele, do sarcasmo, do toque inesperado. Sinto falta até da frieza. A frieza calculada pra que eu sofresse, mas não demais. E não de menos. Uma frieza que acompanhava um pedido de desculpas. Meu, dele, nosso. Sinto falta do "nosso". E não devia sentir... Eu sei. Mas sinto. E dói.

"O passado não reconhece o seu lugar: está sempre presente." - Drummond

domingo, 19 de julho de 2009

Online


Fallux diz:

posso perguntar uma coisa?

pq tantas revelaçoes?

quase epifanias

Carla Rosenvelt diz:

por que eu to cansada de mim

e assombrada cmg msm

e estou numa epifania interna

angustiada por ser quem sou

de um jeito tao desesperado que quase quero fugir de mim mesma sem ter como

não é que doa, você sabe, só arde

como um corte fino feito pela lateral de uma folha em branco.

mas, ainda assim, sangra.


"Não queria ser privada de si, ela queria ser ela mesma." - Clarice Lispector

terça-feira, 14 de julho de 2009

Quero dormir.


Estou aqui essa hora da noite (pausa pra você conferir a hora da postagem) fazendo um trabalho idiota interessante sobre a história das matrizes. Beleza. Tudo muito lindo, tudo muito legal se não fosse apenas por um pequeno e ínfimo porém: IAI , VELHOOOOO? O que eu tenho a ver com o carinha que ta fodendo destroçando a minha vida?
(pausa pra seu cérebro pegar no tranco o querido leitor pensar)
Exatamente. Nada.
Então por que eu tenho que estar fazendo um trabalho sobre isso nesse horário enquanto as minhas pernas doem, meus braços doem, minha cabeça dói e meu tronco dói?
Por que Azly mandou. Só por isso. Ah, e por que vale ponto também.
Acabo de entender que ser aluno não significa "sem luz" como já diziam os antigos, mas sem vontade própria.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Nem...


Estou tão cansada do meu bloguinho... Em breve virei escrever algo idiota útil sobre minha vida de merda. Beijos pessoinhas desocupadas!

domingo, 5 de julho de 2009

Miss ya!

Pra falar a verdade eu sinto a sua falta.
É, é realmente estranho passar e não falar direito. É muito estranho que vocÊ não saiba metade das coisas que estão acontecendo comigo. É idiotice pensar que continua a mesma coisa. Não sei nem se estou escrevendo isso pra que as coisas voltem a ser como eram. Não sei se isso ainda pode acontecer, mas sei que, se pode, depende da gente. É uma droga saber as novidades por outra pessoa, é um saco olhar de longe e perceber que você ta bem, ta acompanhada, ta sozinha, ta triste, ta .. qualquer coisa. Só percebendo. Sem chegar pra perguntar, sem saber de verdade, sem .. amizade.
Quer saber? Pra falar a verdade, eu sinto a sua falta. Demais!